As linhagens usadas por eles são importadas dos EUA, onde um cientista as produz e distribui para vários países. O cientista é Douglas Melton, da Universidade Harvard. Ele conseguiu financiamento privado para montar um centro de pesquisa de células-tronco embrionárias e, em 2004, anunciou que havia derivado 17 novas linhagens e que iria distribuí-las – de graça – para quem se interessasse.
Melton tem uma motivação pessoal para pesquisar as células de embriões: ele tem um filho portador de diabetes, doença que a princípio não poderia ser curada com células-tronco adultas (pois elas não foram encontradas no pâncreas, órgão que falha nos diabéticos). Ao mesmo tempo, seu país possui uma das legislações mais restritivas do planeta sobre células-tronco.
Pela norma americana, é proibido usar verba federal para pesquisar células-tronco embrionárias, com a exceção de 19 linhagens que já haviam sido derivadas antes do governo George W. Bush. Essas linhagens, no entanto, têm baixo potencial terapêutico. No fim do ano passado, o Estado da Califórnia aprovou a destinação de US$ 3 bilhões por dez anos para pesquisar células-tronco.
Fonte: Folha de S.Paulo, 5/3/05, reproduzida em JC e-mail 2720, de 07/03/2005.