No mês das mães, o CREMI- Centro de Referência da Melhor Idade, da cidade de Caraguatatuba, São Paulo, fez uma grande festa que reuniu mães, avós, bisavós, tataravós, seus familiares e amigos. Todos os participantes tiveram a oportunidade de relembrar momentos do passado e celebrar o futuro ao declarar amor à vida.
Entre as homenagens, tivemos danças, teatros, músicas e até um repentista que se revezaram no palco para que os presentes pudessem apreciar e se divertir, juntamente com seus filhos, netos e bisnetos.
Notamos que o fortalecimento do convívio intergeracional e do respeito mútuo tem valorizado e proporcionado orgulho entre os envelhescentes de suas próprias idades. Os idosos participantes do CREMI fazem questão de registrar com muita alegria de que viver é muito bom e que sentem-se privilegiados em poder dividir com os amigos presentes mais este momento. Outros disseram que é preciso ter fé, ser perseverante, além de não desanimar diante das inúmeras dificuldades, pois, uma pessoa positiva e feliz supera mais facilmente os desafios do dia a dia.
“Sinto-me privilegiada por poder participar deste momento, afinal, já tenho 84 anos, sei que meu tempo está acabando, mas permanecerei viva através dos meus netos e bisnestos. Isso me dá ânimo para continuar vivendo”, disse a Sra. Aparecida Garcia.

O tataravô Sr. Luiz da Silva, de 94 anos, tocou sua gaita e declamou poesias a todas as mulheres presentes e agradeceu à coordenadora do CREMI, a Sra. Marta Borges, pela organização do evento.

A Sra. Cida Waak, de 83 anos, presidente do conselho do idoso da cidade, brincou com as amigas “Se você somar as idades desta mesa, verá que somos mais de meio milhar”, ou seja, mais de 500. “Eu vivo cada minuto da minha vida com muito trabalho e muito prazer”.
Mas vale lembrar que poder estar ao lado de tantas pessoas interessantes, experientes e conhecedoras de uma riquíssima cultura, também proporciona aos mais jovens um grande aprendizado de vida que certamente permitirá que eles se preparem também para o futuro e o envelhecimento. Afinal, ainda não sabemos o quanto viveremos, mas sabemos que queremos continuar a viver.

Divina de Fátima dos Santos é doutoranda em Psicologia e Mestra em Gerontologia pela PUC-SP. E-mail: divinafs@ig.com.br