show
Banner

Discussões práticas


Veja quais os assuntos atuais que envolvem o conceito da vida 01/07/2011 - por Renata Costa na categoria 'Diversos'

Desde 1997, com o nascimento da ovelha Dolly através da utilização da técnica da clonagem, o mundo entrou em alerta sobre as possibilidades da Ciência em "manipular" a vida. A partir desta data, foi ainda mais forte a manifestação de grupos religiosos e de cientistas, organizações não-governamentais, e da sociedade sobre suas preocupações e desejos com a nova técnica.

O desenvolvimento da Ciência desde então fez necessária a discussão com toda a sociedade - não só no Brasil, mas em vários países - do que seria ou não permitido quando a pesquisa envolve um conceito importante como a vida. Por conta disto, a aprovação da Lei de Biossegurança para regulamentar a pesquisa com células-tronco embrionárias no país, entre outros tópicos, vinha sendo aguardada desde o ano passado. Em outubro, ela já havia sido aprovada pelo Senado, mas a aprovação da Câmara aconteceu somente no último dia 02 de março. (Clique aqui e saiba mais sobre a Lei de Biossegurança). A pesquisa com as células-tronco ainda está caminhando, mas é promessa de possível cura para uma série de doenças degenerativas. Pela lei, fica autorizada a destruição de embriões de até cinco dias de desenvolvimento e congelados há mais de três anos em clínicas de fertilização, com autorização do casal doador do espermatozóide e do óvulo.

Outro assunto que envolve a discussão da vida é o aborto para gravidez de feto anencéfalo. Neste caso, os fetos são gerados sem cérebro e a perspectiva de vida é praticamente nula. A maioria morre ao nascer, outros resistem até três meses. Há casos, descritos em literatura científica, que viveram até um ano, mas são raríssimos. A morte sendo certa, o que se discute é se a mãe deve ser obrigada a levar adiante os nove meses de gravidez.

A antropóloga da UnB e diretora da organização não-governamental Anis (Instituto de Bioética, Direitos e Gênero), Debora Diniz, foi uma das articuladoras da medida liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, de autorizar a interrupção da gravidez nestes casos, em julho de 2004. A medida foi cassada em outubro do mesmo ano.

"A discussão aqui é a possibilidade de vida, não de assassinato com deficientes, como os grupos contra estão dizendo. O anencéfalo é alguém que nunca vai estar no mundo, não tem chance de sobrevivência. E estamos fazendo uma mulher grávida ser torturada - e são elas quem usam esta expressão - de carregar um bebê que não vai viver", afirma Debora.

A nova discussão sobre a questão foi adiada para fevereiro deste ano e não aconteceu por pedido de adiamento da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, e não tem nova data prevista para acontecer.

Fonte: http://www.unb.br/acs/unbcliping/cp050318-03.htm


Share

Comentários


Atualizado em 20/05/2012 18:20:41