República. O modelo barato de convivência entre jovens, principalmente na época da faculdade, está servindo de exemplo para idosos, em Rio Preto.
O projeto piloto da Secretaria de Assistência Social de Rio Preto é pioneiro no estado de São Paulo e completa um ano no próximo mês. As moradoras da república de idosos, que também pode ser chamada de “A casa das quatro mulheres”, dividem experiências e combatem a solidão que assombra a terceira idade.
A moradora Ivone dos Santos Inácio Silva, 70 anos, diz que depois que mudou para a república não se sente mais depressiva. “Somos uma família. As três pessoas que moram comigo são as irmãs que não tive.”
A moradora Aparecida Ambaldi, 81, diz que as decisões são tomadas de maneira democrática entre elas. “Cada moradora exerce uma função diária para manter a limpeza e a organização da casa”, diz Aparecida.
Para Vitalina Luzia de Souza, 78, morar na república significa uma nova etapa de vida. “Na república renascemos e recuperamos nossa liberdade e autoestima”, afirma.
Aparecida Ambaldi, Ivone dos Santos Inácio Silva, Maria Vioditi e Vitalina Luzia de Souza sofá da república onde moram em Rio Preto
Ivone concorda com Vitalina e diz que reconquistou o espaço que havia perdido enquanto morava com familiares. “Tiramos a liberdade deles (familiares) e, consequentemente, também perdemos a nossa”, conta Ivone.
Assistir à televisão e ir a bailes do Palestra são as atividades preferidas das quatro moradoras. “Na semana passada fomos a uma pizzaria e estamos combinamos de ir ao cinema neste mês”, diz a moradora Maria Viodi, 71.
Modelo Europeu
Segundo a diretora da Divisão de Proteção Social Especial, Janaína Simão, a república é um modelo de abrigo de origem europeia, como alternativa às instituições de longa permanência, como os quatro asilos de Rio Preto. “A casa deve estar inserida na comunidade, a fim de garantir ao idoso a convivência comunitária e a manutenção da autonomia”, diz Janaína. De acordo com ela, o projeto tem parceria com a Unorp (Centro Universitário do Noroeste Paulista) para atendimento em áreas de psicologia, nutrição e fisioterapia.
A Prefeitura de Rio Preto paga o aluguel da casa, as contas (água e luz) e manutenção da república. “Além disso, uma psicóloga comunitária desenvolve terapia em grupo com as moradoras”, afirma Janaína.
O morador precisa dispor de renda de até dois salários mínimos para morar na república e custear despesas pessoais como alimentação e roupas. Até o momento existe apenas uma república em Rio Preto, onde há vagas para mais três mulheres.
Sobre a república
60 anos é a idade mínima para morar na república de idosos de Rio Preto. Interessados têm de procurar o Creas (Centro de Referência Especializado em Assistência Social). A situação de cada inscrito será analisada pelas assistentes sociais.
Serviço
Creas - Centro de Referência Especializado em Assistência Social Endereço: Rua José Polachini, 575, Vila Sinibaldi – Rio Preto
Telefone: (17) 3227-2520
Fonte: HYPERLINK "http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Dia-a-dia/40999/Republica+de+velhinhas+e+um+%91barato%92" http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Dia-a-dia/40999/Republica+de+velhinhas+e+um+%91barato%92 – Créditos de imagem: Hamilton Pavam/Agência BOM DIA