Informar e preparar adequadamente para aposentadoria só acontece se os usuários participarem ativamente de um programa de reeducação para esse tempo de vida identificando e explorando seus anseios e expectativas, bem como assumindo novas posturas e estilos de vida que promovam a manutenção da boa saúde física e mental. Transpor com mais segurança essa etapa da vida com maiores possibilidades de adaptação é a meta a ser alcançada no 1º Seminário Nacional sobre Preparação Para Aposentadoria, a ser realizado em Brasília, nos dias 26 e 27 de outubro.
A Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social preocupada com o esse cenário decidiu trabalhar no sentido de capacitar profissionais, gestores e demais interessados no tema para que possam formar pessoas para o desenvolvimento de projetos de preparação. Este é um tema urgente que precisa ser implantado em âmbito nacional, uma vez que a sociedade brasileira tem apresentado um significativo aumento do número de idosos em sua população. Conforme dados do IBGE, são 21,7 milhões de pessoas com 60 anos e mais de idade e a projeção é de que o país ocupe o 6º lugar em população idosa do mundo, no ano 2025.
Diante a esse cenário, urge a necessidade de se buscar ações para um envelhecimento com qualidade de vida como um desafio pessoal, societário e mundial, uma vez que a revolução tecnológica e cultural associadas as transformações econômicas e sociais, requer a constante luta para acompanhar o processo de transformações e pela efetivação dos direitos.
Tanto a Política Nacional do Idoso como o Estatuto do Idoso recomendam o desenvolvimento de ações que preparem as pessoas para a aposentadoria. Na Política Nacional do Idoso na área do trabalho e previdência social diz: “criar e estimular a manutenção de programas de preparação para aposentadoria nos setores públicos e privados com antecedência mínima de dois anos antes do afastamento.”
No Estatuto do Idoso, no capítulo da profissionalização e do trabalho preconiza no artigo 28 “ preparação dos trabalhadores para a aposentadoria” , com antecedência mínima de 1(um) ano, por meio de estímulos a novos projetos sociais , conforme seus interesses, e de esclarecimento sobre os direitos sociais e de cidadania.
As pessoas passam mais de trinta anos trabalhando e quando chega o momento da aposentadoria não se sentem preparadas para essa nova fase da vida. Inúmeras preocupações devido a dificuldades econômicas, familiares, laborais, físicas e psíquicas, que tem lugar nesta etapa da vida são, por vezes agravadas pela dificuldade de uma notável diminuição de adaptação a inatividade profissional além do desconhecimento de suas potencialidades e das possibilidades de desenvolver novas habilidades .
A necessidade de preparação para a aposentadoria é uma realidade inquestionável. Por múltiplas razões, algumas delas, bastante importante é o custo econômico social. A brusca modificação da rotina de vida, a perda econômica e a alteração das relações sociais, são situações que reforçam a perda da auto-estima, ao mesmo tempo que aproximam a idéia da velhice improdutiva e decadente. Os valores do mundo globalizado tendem a estigmatizar as pessoas que se distanciam da vida economicamente produtiva e quando o trabalho deixa de fazer parte da vida do indivíduo, surge o sentimento de exclusão do processo de produção e do desenvolvimento da
Inscrições: http://www.fundacaoanfip.org.br/I_Congresso_Nacional/