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Alzheimer: estudo com gêmeos traz novas revelações


A contribuição genética é mais importante do que a ambiental para o desenvolvimento da doença. Isto é, o risco de se desenvolver a Doença de Alzheimer depende aproximadamente de 70% de nossos genes. 15/08/2011 - por portal na categoria 'Gerais'

Os resultados de um novo estudo recém divulgado pela revista Nature, baseado na investigação de 14.000 pares de gêmeos acompanhados por 25 anos, apontam para uma contribuição genética mais importante do que a ambiental para o desenvolvimento da doença. Isto é, o risco de se desenvolver a Doença de Alzheimer depende aproximadamente de 70% de nossos genes, porque há uma combinação diferente de genes em cada um de nós. O estudo foi idealizado pela psicóloga Margaret Gatz, e reforça o que a genetecista brasileira, Mayana Zatz, vem chamando a atenção para a importância de se tratar a doença de Alzheimer preventivamente, antes que os sintomas apareçam.

Mayana Zatz é colunista da Revista Veja, e em sua coluna publicada no dia 11 de agosto, comenta sobre este estudo que trata a doença de Alzheimer na população da Suécia. Veja o que Mayana Zatz diz sobre esta investigação:

"O que os estudos de gêmeos nos ensinam?
A comparação entre gêmeos monozigóticos (ou idênticos) e dizigóticos (ou fraternos) nos dá pistas muito importantes para sabermos qual é a importância da genética e do ambiente na determinação de uma característica. Se a característica for determinada somente por nossos genes – por exemplo, grupo sanguíneo – os gêmeos idênticos deverão sempre ter o mesmo grupo sanguíneo, enquanto os gêmeos fraternos serão como irmãos não gêmeos, ou seja, podem ou não ter o mesmo tipo de sangue. Se uma característica for só ambiental – por exemplo, a língua que falamos – não haverá diferenças entre gêmeos idênticos e fraternos, desde que criados juntos. Todos devem falar a mesma língua. E se a característica for multifatorial, isto é, depender da interação entre nossos genes e o ambiente, haverá maior semelhança (concordância) entre gêmeos idênticos e fraternos. Quanto maior a diferença relativa entre os idênticos e os fraternos, maior o peso do componente genético na determinação da característica. E foi isso que a Dra. Gatz pesquisou nesse grupo de 14.000 pares de gêmeos".

Segundo a genetecista, o recado da Dra. Gatz é que as pessoas precisam tomar cuidado para não exagerar na crença em algumas medidas que podem, aparentemente, prevenir o aparecimento da doença – tais como, atividades que dependem de raciocínio, atividades sociais e exercício físico. Na realidade o exercício físico e a redução de fatores de risco cardiovasculares são as evidências mais fortes diz ela.

Em entrevista à Nature, a psicóloga disse que no estudo verificou que a diabete de adulto e a obesidade são fatores de risco para a Doença de Alzheimer. Mas por outro lado, as medidas protetoras como o exercicio físico e atividades cognitivas teriam o efeito maior dependendo dos nossos genes.

Mayana Zatz é categorica em sua coluna: "Estamos todos em risco, sabemos disso, principalmente com o aumento da expectativa de vida. Fazer exercícios físicos e evitar a obesidade é uma receita que é útil para todo mundo. Não há contraindicação. Por outro lado, esse estudo reforça a estratégia sobre a qual falei na minha coluna de 28 de julho. Temos que descobrir meios de tratar a DA preventivamente, muito antes que os sintomas apareçam, principalmente levando em conta que os jovens de hoje tem uma probabilidade enorme de serem centenaries".

Leia a íntegra em http://veja.abril.com.br/blog/genetica/doencas/alzheimer-o-que-revela-um- novo-estudo-com-gemeos/


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Atualizado em 21/05/2012 23:13:28