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Revista Portal

O estado da arte da pesquisa “Quem cuidará de Nós em 2030?


Estado da arte no desenvolvimento da Pesquisa em São Paulo e em Brasília foi o Tema do Seminário apresentado em 7 de dezembro pelos pesquisadores integrantes do projeto Quem Cuidará de Nós em 2030? 19/12/2011 - por Bernadete Oliveira, da Redação Portal na categoria 'Gerais'

No encontro, os pesquisadores mostraram a dimensão e a diversidade da realidade encontrada na pesquisa em 2011, tanto na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), quanto na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE): etapas concluídas, dados obtidos e resultados preliminares.

Em toda a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foram realizadas 112 entrevistas, totalizando 39 municípios. Em todos os municípios foram entrevistados representantes do Conselho Municipal de Saúde (CMS), do segmento gestor ou trabalhador. Sujeito, este, indicado pela própria Secretaria para representá-la. Apenas 3 municípios não indicaram usuários para representar o CMS (Caieiras, Juquitiba e Franco da Rocha).

Quanto aos representantes do Conselho Municipal do Idoso (CMI) 6 Municípios não indicaram, alegando estarem ainda na implantação do Conselho. Apenas um Município que estava implantando o seu CMI, indicou a psicóloga responsável pela ação e que era funcionária da Promoção Social. Entre os representantes do CMI foram entrevistados membros da Sociedade Civil (idosos) e membros do Governo (Assistentes Sociais, Presidentes do Conselho que fizeram questão de participar da pesquisa, mesmo sabendo que o nosso objetivo era ouvir o Conselheiro Idoso).

O Contexto da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE) foi abordado por Juliana Gai, que apresentou as dificuldades que estava encontrando para desenvolver a pesquisa em Brasília.

Para apresentar os procedimentos metodológicos da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), Giovana Rossi introduziu ao público a Primeira Fase da Pesquisa quando foram realizados os Pré-testes para adequações dos instrumentos de trabalho de campo (questionário semi estruturado e roteiro de entrevista). Detalhando que devido à diferença cultural dos entrevistados foram construídos dois roteiros de entrevistas um para profissionais e outro para leigos. Tais roteiros tiveram como base a Política Nacional do Idoso e o Caderno 19, do Ministério da Saúde. A pesquisa de campo, de fato, iniciou em 17 de agosto e finalizou em 1 de dezembro. A pesquisadora contou como os agendamentos foram feitos: “Os contatos por telefone, primeiro com a Secretaria Municipal de Saúde, para agendar com os Conselheiros da Saúde e depois da Prefeitura, que informa direto o do Conselho Municipal do Idoso (quando tem) ou da Promoção Social (os telefones estão disponíveis no site (http://observasaude.fundap.sp.gov.br) .

Ela mostrou uma pasta contendo materiais para o trabalho de campo: uma Folha de Rosto, com a identificação dos entrevistados, locais e horários da entrevistas; Questionários, Roteiros de Entrevistas, Termos de Consentimento Livre e Esclarecido, bem como crachá e materiais impressos de divulgação de serviços e/ou ações para idosos desenvolvidos no município.

A atuação do psicólogo nos serviços de atenção à saúde dos idosos, tema de IC de Lidiane Mendes, mostra a opinião dos Conselheiros Municipais de Saúde hoje e em 2030. Das narrativas selecionadas foram identificados três linhas temáticas em relação à atuação do psicólogo no SUS Brasileiro: Primeiro, há a necessidade da escuta, mas não especificamente do psicólogo; Segundo, a atuação foi identificada como clínica, individual e voltada para a Saúde Mental e; Terceiro, houve uma menção subjetiva a atuação, destacando o trabalho da área de psicologia voltado ao preparo coletivo, da equipe de saúde e do usuário idoso, sobre as questões da velhice e do envelhecimento humano (artigo da Revista Portal de Divulgação, Quem vai cuidar de mim quando ficar velha? No 17, ano 2, 2011. Disponível em: Revista Portal

Stefany Mari destacou os Procedimentos Metodológicos da Pesquisa, o Diário de Campo. A  contribuição do profissional de Gerontologia no processo de atenção ao idoso em 2030 foi a temática apresentada por Lyssa e Jessica. Segundo elas, nos relatos de dois sujeitos entrevistados houve um entendimento diferenciado sobre a contribuição do Gerontólogo. Uma das entrevistadas por ser ex-aluna do curso apontou a gestão de serviços como a principal atuação e; outra entrevistada, que faz gerenciamento e monitoramento de saúde de idosos com doenças crônicas e usuários de serviços privados de saúde, vê o profissional atuando na capacitação de funcionários de diferentes áreas para atenderem o idoso com qualidade.

Juliana Vargas, em sua pesquisa de IC sobre a moradia e o idoso pela perspectiva dos Conselheiros da Saúde e do Idoso da RMSP revelou que a maioria dos entrevistados teve dificuldade em relacionar saúde e moradia; em suas opiniões saúde e moradia são coisas separadas e diferentes; frequentemente confundiram e/ou substituíram moradia por instituição de longa permanência; para alguns os cuidados ao idoso é responsabilidade somente da família e das instituições privadas e não do Estado e; todos relataram particular preocupação quanto à acessibilidade, segurança e autonomia e acham que o idoso deve conviver com outras pessoas e não ser excluído da sociedade.

A repercussão social em Ferraz de Vasconcelos da Pesquisa QCN 2030 apresentada por Mariane Melise, que iniciou em agosto e a partir dos relatos apresentados nas entrevistas, deu a conhecer os trabalhos e atividades realizadas com os idosos residentes no município. Ela fez uma visita ao Centro de Convivência do idoso da cidade, e ouviu as idosas contarem em depoimento, que estar no centro "conserva a vida, tira o stress", "faz viver mais, aprende mais e fica mais saudável" e que realizam semanalmente atividades como: dança, biscuit, pintura em tela, ginástica, reciclagem, canto e pintura em tecido, conforme matéria já publicada no Portal, Quem faz fuxico não faz fofca

Outra surpresa para a pesquisadora foi encontrar de forma inusitada informações da pesquisa como: realização de entrevistas sobre os serviços oferecidos pelo município aos idosos no âmbito da saúde e resultados da pesquisa, “Como será a qualidade de vida da população idosa em 2030”. Embora com alguns equívocos, Ferraz fez um trabalho de divulgação - também - muito importante para a pesquisa! (Portal do Governo do Estado de São Paulo. Disponível em: http://www.justica.sp.gov.br/novo_site/Noticia.asp?Noticia=4677 .


Pesquisadores:

Os pesquisadores membros de “QCN2030?” são: Professor Otávio de Toledo Nóbrega e a doutoranda Juliana Gai V. Cunha, ambos do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, UnB; Beltrina Côrte, professora do Pós em Gerontologia, da PUC-SP, quem deu as boas vindas aos convidados; o Professor Vicente Alves da Universidade Católica de Brasília; as Professoras dos Programas de Pós em Gerontologia e de Ciências Sociais, da PUC-SP, Flamínia Lodovici, Ruth G. da Costa Lopes e Maria Helena Villas Boas Concone; a Professora Angela Machado. Da EACH/USP, bem como Cleber Kimura, mestrando em Gerontologia e Bernadete de Oliveira, doutoranda em Ciências Sociais (ambos da PUC-SP) e as alunas de Iniciação Científica da Graduação de Psicologia da PUC-SP, da PUC-Barueri e da Graduação em Gerontologia da EACH-USP: Giovana Rossi Lenzi, Lidiane Mendes de Almeida, Stefany Mari Taguchi Carvalho, Juliana Cardoso Silva Vargas, Lyssa Arakaki e Jéssica Bindo, respectivamente.

A professora Maria Helena falou da dedicação das pesquisadoras de IC durante o trabalho de campo, ressaltando a importância de já na Graduação passar por “um batismo de fogo na pesquisa, porque isso irá refletir em toda a atuação profissional das graduandas.”


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Atualizado em 21/05/2012 21:13:00