Sinais de envelhecimento como tremores nas mãos, caminhada lenta e postura curvada podem estar ligados a microlesões no cérebro, indetectáveis em exames. Esta é a conclusão de um trabalho realizado por pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush, em Chicago, com 1.100 idosos, entre padres e freiras.
Os voluntários participaram de consultas médicas anualmente desde 1994. Os médicos durante o estudo, avaliaram: equilíbrio, capacidade de manter a postura (não ficar curvado, por exemplo), velocidade da caminhada, habilidade para sentar e levantar da cadeira, habilidade para fazer curvas enquanto andavam e frequência da sensação de tontura.
Todos os participantes doaram seus cérebros para que fossem examinados após a morte, sendo que 418 cérebros foram submetidos a autópsia, 61% eram de mulheres, 88 anos era a média da idade.
Segundo a publicação, as conclusões do estudo anunciam "Quem tinha mais dificuldade para andar tinha mais lesões no cérebro, 30% dos idosos sem diagnóstico de doenças cerebrais ou derrame tinha lesões microscópicas, indetectáveis em exames e 66% dos idosos tinham ao menos um bloqueio vascular no cérebro."
Prevenção, esta é a palavra chave. Segundo a neurologista Sonia Brucki, do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, "não se sabe se as microlesões são decorrentes de outras doenças que causam alterações vasculares, como diabetes e colesterol. Mas, provavelmente, o tratamento delas pode prevenir essas lesões."
Yolanda Garcia, professora de geriatria da USP, afirma que os fatores de risco para a circulação podem, sim, provocar esse tipo de lesão, além de diabetes e hipertensão, tabagismo e sedentarismo. Os microinfartos, principalmente em grande número, também aumentam o risco de demência.
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http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2011/09/03/lesoes-cerebrais-causam-sinais-da-velhice.jhtm