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Cientistas indicam ‘segredo’ da longevidade


Pessoas que vivem em aldeias remotas do Equador têm uma mutação genética que pode jogar luz sobre a longevidade humana e as formas de aumentá-la 21/02/2011 - por portal na categoria 'Longevidade'

Equador - Os aldeões, geralmente com menos de 1 metro de altura, têm uma rara condição conhecida como síndrome de Laron ou nanismo do tipo Laron. E são livres de duas doenças muito comuns associadas ao envelhecimento: câncer e diabete.

Um grupo de 99 aldeões com a síndrome foi estudado por 24 anos por Jaime Guevara-Aguirre, médico especializado em diabete. Ele os descobriu quando viajava a cavalo para uma aldeia montanhosa. À medida que Aguirre acumulava dados, notava um padrão notável: embora o câncer fosse frequente entre pessoas que não tinham a mutação de Laron, os que a tinham quase nunca contraíam a doença. E nunca desenvolviam diabete, apesar de muitos serem obesos.

Valter Longo, pesquisador do envelhecimento na Universidade do Sul da Califórnia, viu nesses pacientes uma oportunidade para explorar em pessoas as mutações genéticas relacionadas à longevidade.

Os pacientes de Laron têm uma mutação no gene que produz o receptor para o hormônio do crescimento: o receptor, nessas pessoas, não tem as últimas oito unidades de sua região exterior, por isso não alcança o hormônio do crescimento. Na Universidade de Ohio, uma linhagem de camundongos criada com o mesmo defeito genético apresentado pelos pacientes de Laron vive 40% a mais que o esperado.

Em crianças normais, o hormônio do crescimento faz as células do fígado produzirem outro hormônio, o fator de crescimento semelhante à insulina, ou IGF-1. Se os pacientes de Laron receberem o IGF-1 antes da puberdade, eles podem crescer até uma altura normal. É aí que a fisiologia dos pacientes de Laron se associa a estudos de longevidade.

Longo diz que ter níveis baixos de IGF-1 foi a característica decisiva para os pacientes de Laron se livrarem de doenças associadas à idade. Ele apresentou as conclusões em um trabalho publicado anteontem pela Science Translational Medicine. “Nossa hipótese subjacente é que esse produto prolongaria a duração da vida”, apostou o cientista.

Fonte: Jornal da Tarde, 17/02/11. Disponível em: http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/cientistas-indicam-segredo-da-longevidade/


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Atualizado em 22/05/2012 23:55:23