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Os legados das memórias. Quem viveu, quem sobreviveu


Estas reflexões tiveram início com a leitura de dois textos publicados nos jornais Folha de São Paulo - Ilustrada, em 5 de junho, denominado Meus lugares escuros, e outro, no dia 12 de junho, no O Estado de São Paulo, com o título Atenção às memórias do subsolo. 17/07/2010 - por Vera Maria A. Tordino Brandão na categoria 'Memórias'

Os legados das memórias.
Quem viveu, quem sobreviveu

Estas reflexões tiveram início com a leitura de dois textos publicados nos jornais Folha de São Paulo - Ilustrada, em 5 de junho, denominado Meus lugares escuros, e outro, no dia 12 de junho, no O Estado de São Paulo, com o título Atenção às memórias do subsolo.

O primeiro artigo, escrito por Denny Lee do New York Times - tradução de Clara Allan –aborda o livro de memórias  "Portrait of an Addict as a Young Man" (retrato de um viciado quando jovem), escrito por Bill Clegg, e com lançamento previsto para breve nos Estados Unidos. Bill era um importante agente literário americano que, por causa do vício em crack e de garotos de programa, quase perdeu carreira em ascensão, e narra no livro essa experiência, sua reabilitação e o retorno ao trabalho.

No livro ele relata o mergulho no consumo de crack, a partir de 2005, ocasião em que abandonou subitamente a agência literária que fundou, Burnes & Clegg, a sócia e o namorado. O nome deste artigo remete duplamente ao submundo das drogas e orgias sexuais, e o mergulho no seu “lado escuro”, período no qual gastou cerca de US$ 70.000. Traz também as lembranças de uma infância problemática e com episódios dolorosos.

Na entrevista concedida a Denny Lee ele relata o início difícil de sua carreira na “sofisticada” Nova York, no olhar de um garoto de família comum do interior do país, onde também se formou, afirmando: "Parecia que todos tinham um padrinho que era algum editor famoso, ou então que passavam seus verões no Maine com escritores famosos [...] Quando comecei, não sabia a diferença entre a revista "New York" e a "New Yorker”.

Sua ascensão foi rápida por seu talento como editor, e Salvatore Scibona, um dos autores que voltaram a trabalhar com ele após sua recuperação, afirma: "Ele era um leitor quase ideal [...] Fez a leitura mais profunda do livro que jamais alguém fez".

Durante sua internação em uma clínica de reabilitação, ele escreveu o diário que, mais tarde, se converteria em seu livro de memórias, escrito, na maior parte, na fazenda de um amigo, sentado por três semanas na mesa da cozinha, até ter 130 páginas prontas. "A coisa mais ou menos jorrou de mim, como uma transcrição", disse.

Em outro livro, em fase de preparação, - "90 Days" (90 dias) - ele vai relatar as semanas pós-internação e as recaídas.

Lembrei deste artigo quando li Atenção às memórias do subsolo, escrito por Silviano Santiago, no qual aborda os relatos, que ele denomina “um subgênero de autobiografia, a autobiografia dos destituídos, logo classificada como "testimonio", na década de 1980, especialmente na América Latina.

Estes testemunhos trazem as narrativas de indivíduos comuns a um escritor que “concede” “a palavra literária’ a um líder comunitário popular, que por conter “alta voltagem da retórica revolucionária” logo tem sucesso, devido, especialmente, ao panorama de repressão vivido em toda América Latina, neste período. Destaca um livro de forte impacto que inicia esta vertente literária:

A figura carismática da indígena guatemalteca Rigoberta Menchú, de extração maia-guiché, tornou-se emblemática do subgênero testimonio. Publicada em 1982, sua autobiografia, Me Llamo Rigoberta Menchú y Así Me Nació la Conciencia, foi traduzida ao português pela Editora Paz & Terra. O livro levaria Rigoberta ao cobiçado prêmio Nobel da Paz em 1992, ano em que se comemorou a descoberta da América. A partir de entrevistas, Me Llamo Rigoberta Menchú foi escrito pela venezuelana Elisabeth Burgos, então esposa do ativista, e intelectual francês, Régis Debray, cuja prisão e liberação nos anos de chumbo bolivianos foram acompanhadas pelos brasileiros.

No artigo, Santiago aponta como esta “corrente” literária – as narrativas dos subalternos – teve o espaço valorizado no período em que começa a ser destacado o pensamento dos verdadeiros cidadãos e “donos da história” nas Américas de colonização espanhola - o indígena - que haviam perdido seu lugar social e, em decorrência, sofriam com o apagamento identitário, baseado na sua cultura de origem, mesmo caso ocorrido no Brasil com a população negra descendente dos escravos.

Segundo ele este “subgênero” do testemunho dialoga com a antropologia urbana americana, que tem como expoente as narrativas de Oscar Lewis, sobre a história de sofrimentos dos Rios, uma família porto-riquenha em Nova York, publicado aqui com o título de A Vida (Nova Época, 1973).

Cita também um caso brasileiro - a autobiografia Quarto de Despejo, da favelada Carolina Maria de Jesus, de 1960, com a palavra literária do jornalista Audálio Dantas, reeditado pela Ática, em 2007.

O que me despertou atenção foi o trecho no qual Santiago aborda o tema da “autobiografia do pequeno-burguês”, exemplo clássico de um tipo de literatura comum no século XIX, fornecendo como referência Philippe Lejeune no livro, considerado fundamental sobre "a autobiografia dos que, no século 19, não sabiam escrever" Je Est Un Autre (Ed. Seuil, 1980, sem tradução).

Lembrei do livro de Clegg, acima citado, e me perguntei se poderíamos utilizar um critério de “valor” a respeito de tais escritos. A narrativa autobiográfica de Clegg teria menos valor do que a de Rigoberta Menchú ou de Carolina de Jesus? Poderíamos considerá-lo “menos” excluído, já que pertence a classe média branca americana, com acesso à educação, e outras condições básicas de vida?

Um trata da “margem” vivida por uma escolha, cujos motivos psicológicos não nos cabe aqui analisar, e as outras viveram à margem de uma sociedade desigual, e seus relatos apresentam um panorama de fundo sócio-político, legados do processo de colonização nos respectivos países.

Poderíamos pensar no uso do marketing pessoal do livro de Clegg, que busca se reerguer, inclusive economicamente, após este período de “perda de si”, e na utilização ideológica das narrativas, escritas por intelectuais, de Rigoberta e Carolina em um período de repressão política nas Américas?

Estas perguntas nos levam a refletir sobre a importância das narrativas autobiográficas que, vemos hoje, disseminadas em todo mundo. Seria um “novo filão literário”? Um desejo de protagonismo, numa sociedade que é, essencialmente, excludente para a maioria?  Poderíamos pensar na “explosão” das comunicações via “blogs e twitters” como uma possibilidade de “ser alguém” na sociedade de massa, poder e consumo?

Qual o interesse do público em geral por estas narrativas?

Consideramos as narrativas autobiográficas e as autoficções, nas quais o autor mescla realidade e ficção, como constitutivas de sentidos para os sujeitos, e como abertura a expressão de diferentes segmentos da sociedade, uma ação (re) construtora. Nelas vemos como relevantes as possibilidades de expressão dos silêncios, não-ditos, interditos, por muito tempo calados, mas que se mantém na persistência das memórias, durante regimes políticos e períodos de exceção, sem esquecer os segredos de família [que]  quando revelados, podem iluminar os fatos passados, quer sejam políticos, sociais e familiares.

Neste contexto amplo e democrático, de escuta de vozes diversas, todos os relatos devem ser recebidos com sensibilidade e considerados importantes para o narrador.

No livro Labirintos da Memória: Quem sou? (2007) abordamos esta questão considerando que o fato narrado é re-elaborado e reconstruído pelos vários mecanismos, conscientes e inconscientes, que atuam na formação, consolidação e recuperação das lembranças, seja do ponto de vista neurobiológico, como nas diferentes influências do meio sócio-histórico, e do lugar que nele ocupa o “sujeito de memória”, o narrador. Ele se apropria da palavra, mas o que falar ou calar?

Um dos autores que guiam nossas reflexões é Michel Pollak (1948-1992), sociólogo e pesquisador austríaco que desenvolveu seu trabalho na França, especialmente em dois textos de fácil acesso: Memória, esquecimento e silêncio (1989) e Memória e Identidade Social (1992).

Ele aborda a importância das memórias subterrâneas, ou seja, dos excluídos, marginalizados e minorias, para fazer face às “verdades” da memória nacional. Estas memórias silenciadas afloram, especialmente, em momentos de crises, conflitos e disputas, sejam internas ou entre grupos e países.

Ele foca um período, não tão recente, mas com repercussões importantes até hoje, por abordar sofrimentos ainda não tratados e “ferimentos não cicatrizados” de pessoas e países. Relata diferentes exemplos do aparecimento dessas memórias durante os dois períodos de abertura política observadas na Rússia, anos 1950 e posteriormente em 1980; na dos sobreviventes do Holocausto, após o final da 2ª Guerra Mundial; e do recrutamento forçado feito por decreto em 1942, na região da Alsácia (fronteira da França e Alemanha) anexada, para servir o exército nazista.

Neles identifica as memórias subterrâneas, indizíveis, vergonhosas, caladas por motivações externas e internas, por medo, por vergonha e culpa, para não transmitir os sentimentos negativos para a “nova vida”, ou para sobreviver. Com o passar do tempo, abriu-se espaço e interesse por esses relatos, as narrativas “marginais”. Mas aí surgem, também, as “testemunhas autorizadas” ou “profissionais da memória”, no que o autor localiza a tentativa de um “enquadramento” das narrativas pessoais no interesse da construção de uma memória e identidade coletiva idealizada e passível de manipulação. Os que se interessam pelo tema, como simples leitores ou pesquisadores, devem estar atentos a esses aspectos de manipulação ideológica e/ ou comercial das muitas narrativas disponíveis no mercado literário.

Ressalta Pollak, no entanto, a importância do enfrentamento do sofrimento e dos anos de silêncio a partir dos trabalhos de resgate oral ou escrito das memórias individuais, sem conexão com associações ou outros movimentos organizados de acervos de testemunhos. Diz que, assim, podemos ter acesso, por meio da narrativa, “ao trabalho psicológico do indivíduo que tende a controlar as feridas, as tensões e contradições entre a imagem oficial do passado e suas lembranças pessoais” (1989: p.12).

Acreditamos, assim, que essas memórias “escuras, subterrâneas, não-ditas e silenciadas” podem adquirir, cada uma, seu valor verdadeiro, seja como resgate e re-significação para quem escreve, seja como possível “espelho” para quem lê. A atração exercida nos leitores pode ser explicada pelo acesso que este tipo de narrativa pode trazer de mundos e submundos desconhecidos, que não fazem parte de sua realidade, ampliando o conhecimento, e satisfazendo desejos secretos de aproximação, sem prejuízo ou exposição da figura pública. Pode servir também como instrumento de formação e / ou superação no caso dos depoimentos como os de Clegg e outros.

Afirma Phillipe Lejeune, especialista em escrita autobiográfica e outras formas de “escritas de si”, ou “íntimas, que essas narrativas que utilizam o pronome “eu” - como diários íntimos ou de viagens, cartas, relatos de vida, testemunhos e mesmo a autoficção - são práticas individuais e sociais fundamentais.

O autor não avalia as diferentes modalidades de escritas autobiográficas, comparando-as com as obras literárias, já que entende por literatura “o desejo de construir um objeto que produza um efeito sobre os outros [...] se trata de construir o objeto o mais belo, eficaz e justo possível, sendo evidente que a autobiografia tem a ver com a literatura”, e  considera ainda que os gêneros literários, assim como as pessoas, constroem sua própria mitologia, sua própria lenda. (2007).

Fica a questão: seria a escrita autobiográfica, na maior parte das vezes, uma busca da construção de um mito fundador, uma justificativa de nós próprios?

Outro artigo - Perfil – Beatriz Sarlo – de Carlos Costa, de 5 de março - capturado na revista Cult (on line)-, se incorpora aos já citados, pois aborda a trajetória profissional de uma professora da Universidade de Buenos Aires, especializada em crítica literária, que é outra das importantes referências teóricas na abordagem crítica sobre os registros do passado e a importância dos  testemunhos.

Parte desta trajetória é o livro Tempo Passado. Cultura da memória e guinada subjetiva (2007), no qual faz uma análise crítica dos resgates do passado e dos significados dos testemunhos orais. Na entrevista contida neste Perfil, concedida em 2004 quando elaborava a referida obra, ela afirma:

Agora, trabalho em uma pesquisa que tem a ver com os dilemas que a noção de memória coloca, sobretudo após as ditaduras da América Latina dos anos 1960. Entendo que há hoje uma inflação de memória, que se confia que a construção da verdade é uma construção no sujeito e é preciso revisar esse ponto. Penso que a memória não tem uma força tão grande como parece ganhar nos discursos contemporâneos.

Esta pesquisa resultou no livro no qual a autora faz uma análise do papel desses testemunhos na condenação dos militares argentinos, envolvidos na violenta repressão ocorrida no período da ditadura na década de 1970 – o terrorismo de Estado – que é fundamental para entendermos a importância e, simultaneamente, as ambigüidades desse “discurso testemunhal”.

Afirma a autora que a memória foi o dever da Argentina posterior à ditadura militar e o é na maioria dos países da América Latina”. Essa mobilização desencadeou um movimento e a formação no Chile da Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas, entre 1983-4, que resultou na publicação de um livro - Nunca Más, com repercussões no Brasil, onde também se iniciava a retomada da democracia, com a fundação do grupo Tortura Nunca Mais, em 1985.

No período de ditadura e repressão nestes países todos “contra o regime” eram excluídos – o que quase vale dizer - toda a população. Um número incrível deixou o não-dito calado para sempre com o desaparecimento e morte. Vozes que não serão mais ouvidas.

O “nunca mais” como afirma Sarlo, é o mote para a construção de um saber sobre esses fatos que todos desejam não ver repetidos, mesma questão relativa ao testemunho de fatos “indizíveis e inenarráveis”, trazidos das experiências dos sobreviventes do Holocausto.

Muitos dos sobreviventes destes períodos de exceção se calam pela dor, mas é por ela, e também para dar voz as que se foram que muitos se expõem e narram as violações sofridas.

Apesar dos aspectos contraditórios e questionáveis sobre o papel dos testemunhos, este Perfil destaca que Sarlo encerra o primeiro capítulo de Tempo Passado com uma citação da norte-americana Susan Sontag:

Talvez se dê mais valor à memória e menos à reflexão. É mais importante entender que recordar, se bem que para entender é preciso, também, recordar.

No espaço das narrativas autobiográficas existe lugar para todos aqueles que se sintam impelidos por questões, pessoais e / ou sócio-políticas a contar suas histórias. Devemos aceitá-las sem julgar quem tem mais, ou menos, direitos ou deveres de narrar; e podemos analisar de modo crítico sua intenção e repercussão. Mas, democraticamente, devemos considerá-las como manifestações de realidades e ficções no registro da complexidade humana, e que podem nos levar a conhecer melhor as várias manifestações das subjetividades dos sujeitos, em tempos e espaços específicos.

Afirma Lejeune (2007) que quem fala e escreve pede, propõe e oferece algo ao interlocutor. Espera aceitação, aprovação, comunhão de sentidos no partilhar da humanidade comum - em suas complexidades, diversidades, fragilidades - pede o reconhecimento do outro e espera uma reciprocidade.

Encerramos estas reflexões sobre as memórias – de quem viveu e de quem sobreviveu com um preito à memória do polêmico e instigante escritor José Saramago, falecido no dia 18 de junho, em sua casa em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, aos 87 anos de idade.

Apesar de nem sempre concordar com suas críticas radicais, encontrei em sua obra novos espaços de reflexão. Li praticamente todos os seus livros, e deles extrai beleza, estilo, poesia, provocações e reflexões. De família humilde – os avós foram criadores de porcos – portanto “sem voz”, construiu pacientemente uma outra trajetória, e apenas após os 40 anos dedica-se inteiramente a literatura. Em seu livro Levantado do Chão (1980) torna-se a voz destes excluídos próximos – os camponeses alentejanos - e, pela universalidade do tema, de todos os camponeses, calados, de ontem e de hoje. Em 1998 alcança o Prêmio Nobel de Literatura, e inicia seu discurso com estas palavras:

O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever. Às quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia. Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo. Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro.

...Termino. A voz que leu estas páginas quis ser o eco das vozes conjuntas das minhas personagens. Não tenho, a bem dizer, mais voz que a voz que elas tiverem. Perdoai-me se vos pareceu pouco isto que para mim é tudo.

São memórias de quem viveu, e sobreviverá por meio de seu imenso legado literário, do qual extraí as palavras que encerram de modo exemplar este artigo.

Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir”. (1998:237)

Referências

Meus lugares escuros – Perfil BILL CLEGG
Por Denny Lee do "New York Times" - Tradução de Clara Allain
Jornal A Folha de São Paulo – Ilustrada - 5 de junho de 2010.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0506201017.htm

Atenção às memórias do subsolo

Por Silviano Santiago
Jornal O Estado de S.Paulo – 12 de junho de 2010
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100612/not_imp565314,0.php

Perfil – Beatriz Sarlo

Por Carlos Costa

Revista Cult – on line de 5 de março 2010
http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/perfil-beatriz-sarlo/


Leia mais

Brandão, Vera M. A. T. Labirintos da Memória: Quem sou? São Paulo: Paulus., 2007.

Lejeune, Phillipe.“Une pratique d´avant-garde”. Les écritures du moi. In: Magazine LittéraireHors-Série. mars-avril, 2007.

Pollack, Michel. “Memória, esquecimento, silêncio”. Estudos Históricos. vol.2, nº 3. Rio de Janeiro: Revista dos Tribunais, 1989.

_____________. “Memória e Identidade Social”. Estudos Históricos. vol.5,  nº 10. Rio de Janeiro. 1992

Saramago, José. Cadernos de Lanzarote. São Paulo. Companhia das Letras. (2ª reimpressão). 1998.

Sarlo, Beatriz. Tempo Passado. Cultura da memória e guinada subjetiva.  São Paulo: Companhia das Letras. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.

Vídeo sobre a obra de José Saramago – Levantado do Chão.
http://vimeo.com/2769896


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Atualizado em 23/05/2012 03:00:01