show
www.olhe.org.br
Share
Pesquisas com produtos naturais para tratamentos contra o câncer aumentam no país Mulheres contemporâneas, um novo estilo de vida Literatura está em luto pela perda de Carlos Fuentes II Congresso Prevent Sênior de Geriatria e Gerontologia Biografia colaborativa da professora Léa Fagundes Australiano de 97 anos se torna mestre: um eterno aprendiz A sexualidade como um caminho para a autoestima Abertas inscrições para curso de formação de cuidadores de idosos Skype, neto e avó: um encontro que deu certo! Amorosa conexão que envolve viagens, pássaros, filmes...
This is an example of a HTML caption witha link.


Conhecendo sobre odontogeriatria


Ter dentes naturais remanescentes na Terceira Idade é uma realidade cada vez mais palpável para os idosos e os cirurgiões-dentistas brasileiros. 29/12/2010 - por Mariana Tinêo na categoria 'Odontogeriatria'

Mariana Tinêo entrevista Fernando Luiz Brunetti Montenegro(*)

O senhor tem notado um crescimento na procura de pacientes idosos pelos tratamentos dentários? Há como fazer uma comparação com dez anos atrás, por exemplo?

Sim, como as pessoas têm vivido mais anos, eles acabaram tendo contato com critérios preventivos bucais-que existem no Brasil desde a década de 50 - e assim acabam chegando com mais dentes na terceira idade e portanto precisarão do suporte de um dentista familiarizado com suas necessidades e isto é bem diferente do que ocorria a 15-20 anos atrás. Também muitos idosos estão ainda no mercado de trabalho e precisam estar bem apresentados para a manutenção de seus empregos, que complementam suas aposentadorias. Ter dentes naturais remanescentes na Terceira Idade é uma realidade cada vez mais palpável para os idosos e os cirurgiões-dentistas brasileiros.

Quais são os tratamentos mais realizados hoje em idosos?

São os cuidados periodontais e gengivais, trocas/reembasamentos de Próteses e Restaurações são os mais destacados, além do desenvolvimento do atendimento domiciliar aos idosos comprometidos de vir aos nossos consultórios com maiores opções de atuação clínica nestes pacientes debilitados.

Os tratamentos odontológicos não são baratos. Como o senhor vê hoje o acesso do paciente idoso à reabilitação bucal? Existe algum benefício do governo em relação a essa questão?

O acesso a trabalhos mais extensos tem melhorado face aos planos de financiamento parcelados disponíveis para dentistas e seus pacientes no mercado atualmente. Mas em termos de população como um todo, ainda é difícil o acesso, mas existe de forma gratuita para a 3a Idade, nos Centros de Referencia ao Idoso (IPGG em São Miguel Paulista e CRI- Norte, na zona Norte, ambos na Capital) onde diversos trabalhos - inclusive reabilitadores - são realizados para os moradores das regiões vizinhas a estes locais. Em nível Federal existe o Brasil Sorridente e o Programa de Saúde da Família (PSF), programas que por enquanto se preocuparam com adultos e crianças/adolescentes (este último através das Casas do Adolescente estaduais de São Paulo), mas breve chegarão aos idosos de um modo mais específico, certamente.

Quais os benefícios da reabilitação oral na terceira idade?

Falar em Reabilitação Oral pode dar a idéia de caras Próteses Fixas e Implantes, mas uma simples prótese total (dentadura) ou prótese parcial (pontes móveis) ou tratar suas gengivas e cáries, acabam trazendo o idoso de volta a uma melhor condição mastigatória, que vai ser a garantidora de uma boa saúde geral, que é o que o idoso mais precisa nesta fase da vida. Mastigando bons alimentos e deles obtendo os nutrientes necessários nesta fase da vida, vai poder manter uma boa condição orgânica que o ajudará a enfrentar melhor as doenças da terceira idade. Sua recomposição bucal eficiente é necessária para acabar com o esquema de sopinhas, mingaus, papinhas e cafés com leite que não o levarão a nada em termos nutricionais e de boa saúde geral que precisariam ter.

Como deve ser feito o diagnóstico nesses pacientes? Existem cuidados especiais?

O diagnóstico tem que levar em conta as doenças que o idoso possui, os medicamentos que ingere, sua condição física, o informe técnico-preventivo a seus cuidadores e as possibilidades de quem os levará por um bom tempo para tratamento nos consultórios. Sem contar os custos, bem estudados e adequados à sua realidade de vida; e a manutenção do máximo de elementos dentários naturais na melhor condição de funcionamento. Esta formação técnica é bem realçada nos Cursos de Especialização e Atualização em Odontogeriatria que começam a existir por nosso País.

O consultório de um Odontogeriatra tem que ter algumas adaptações especiais?

Sim, seria o ideal, mas o acesso às Cadeiras de Rodas, por exemplo, já aumentaria bastante o número de idosos que poderiam vir aos consultórios. Existem plantas específicas para Consultórios para esta faixa etária, mas os custos de adaptação podem inviabilizar a realização em espaços alugados ou antigos, sendo indicadas para locais próprios, novos e em clínicas junto à outros profissionais que cuidam da Terceira Idade como médicos geriatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, endocrinologistas, fonoaudiólogos e vários outros envolvidos no cuidado com os idosos.

O senhor vê algum tipo de dificuldade na comunicação com o paciente idoso?

Sim, elas podem existir em situações de maior comprometimento neurológico. Mas estas pessoas já devem possuir cuidadores/familiares que têm algum grau de comunicação e cuidados com eles e caberia inserir a Odontologia nestes cuidados. No dia-a-dia dos pacientes que podem ir sozinhos ou acompanhados aos nossos consultórios, o diálogo é fácil e temos de ser bem positivos e claros nas colocações, evitando “infantilizar" o idoso, pois isto é uma “agressão” à sua pessoa, mesmo que esteja aparentemente debilitado. Manter sua dignidade como pessoa é um ponto muito importante na boa comunicação com os idosos.

E para os dentistas, há algum incentivo ou estímulo pela busca de capacitação técnica em Odontogeriatria?

A Odontogeriatria, como cadeira universitária oficial, curricular, existe em não mais de 6 ou 7 Faculdades no Brasil, quando deveria ser obrigatória em todas por termos uma população de idosos crescente de 1 a 1,5% a cada ano e dentistas sem a mínima formação específica a eles. Em 2050, projeta-se existirem 30 milhões de idosos no Brasil, mas quantos dentistas com formação dirigida existirão, se não existe a cadeira obrigatória em suas Faculdades de Graduação? Cursos de Especialização e de Atualização em Odontogeriatria acabam assim tendo uma fatia muito reduzida de profissionais os fazendo, quando os dentistas mais jovens, pensando muito além de implantes e estética atuais, deveriam se preocupar com esta crescente fatia de futuros pacientes que estarão técnicamente desassistidos se os cirurgiões dentistas não se preocuparem especificamente desde já.

Muito há que se comentar e esclarecer sobre este assunto e mais entrevistas como esta precisam ser realizadas e divulgadas à população como um todo.

(*)Mariana Tinêo - Jornalista da Revista Dentistry- Brasil. E Fernando Luiz Brunetti Montenegro – Mestre e Doutor pela FOUSP, Coordenador Curso Especialização em Odontogeriatria da ABENO, SP. Responsável Saúde Bucal no CEDPES e Casa Ondina Lobo. E-mail: fbrunetti@terra.com.br

*Versão integral do editado na Revista Dentistry Brasil 3(27):12-14,Novembro 2010.


Share

Videos

Prev Next

Últimas notícias

  • La outra cara de la vejez

    Por primera vez en la historia de España, el numero de personas mayores de 65 años supera al de menores de 14. Una realidad que nos obliga a plantearnos nuevos retos, para que este aumento de la esperanza de vida no solo suponga vivir más años, sino también hacerlo en las mejores condiciones.

  • 2012: Año Europeo del Enevejecimiento Activo y la Solidaridad Intergeneracional

    Imágenes y mensajes que tocan todos los aspectos claves del envejecimiento activo  y de la solidaridad intergeneracional como: la prolongación de la vida laboral, la salud a través de la actividad física, la participación en actividades de voluntariado, la  participación social, las relaciones intergeneracionales o la educación permanente.

  • Especial Bibi Ferreira aos 87 anos

    Documental feito em homenagem a Bibi Ferreira quando ela tinha 87 anos, hoje ela está com 90 anos. Bibi compõe uma retrospectiva emotiva de sua vida, num relato inédito e surpreendente exclusivo.

  • Canto sem fronteira

    O contato direto do casal Renate e Árpád com aves no jardim de sua casa os levou à campanha, na qual cada um de nós pode fazer a diferença, ao permitir que aves cantem em liberdade. 
Divulgue o video e ideia do canto sem fronteira.
Juntos seremos o diferencial!

  • Que longevidade será essa que almejamos...

    “Em 1900, a expectativa de vida ao nascer de um brasileiro era de míseros 33,7 anos. Em apenas cem anos, a expectativa de vida no Brasil atingiu os 70 anos; mais do que o dobro, explica o médico cancerologista, Drauzio Varella.

  • Pesquisas com produtos naturais para tratamentos contra o câncer aumentam no país

    Os tratamentos tradicionais existentes atualmente afetam as células saudáveis, gerando muitos efeitos colaterais, daí a importância das pesquisas com produtos naturais.

  • Perspectivas futuras del envejecimiento poblacional y su inclusión en la agenda pública

    El documento Envejecimiento, solidaridad y protección social: la hora de avanzar hacia la igualdad analiza las perspectivas futuras del envejecimiento poblacional y su inclusión en la agenda pública, desde la propuesta de desarrollo que impulsa la CEPAL, denominada "La hora de la igualdad".

  • Mulheres contemporâneas, um novo estilo de vida

    Mudança de comportamento tem sido observada desde os anos 50. Atualmente existe um novo perfil de idosos.

Revista Portal

Edição 18

Artigos Revista Portal

Veja Mais

Publicações


Envelhecimento e contingências de vida

Envelhecimento e contingências de vida

 


Receba a Newsletter

Email: 
Nome: 


Você tem cuidador de idosos em casa?


www.arcomodular.com.br