Com o aumento da população acima de 65 anos, cresce o número de empregos relacionados ao envelhecimento com qualidade e à geriatria. Abrem-se oportunidades no mercado para especialização nas áreas da fisioterapia, fonoaudiologia e professores de educação física. Inclusive aquele que até pouco tempo não se via, o geriatra, vem ganhando espaço.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerentologia, no país há apenas 922 geriatras atualmente, e por ano entram no mercado de 50 a 80 profissionais. Uma das razões da pequena quantidade de profissionais especializados era a inexistência da matéria de geriatria nos cursos de medicina até recentemente, fazendo com que os alunos, não conhecendo a possibilidade, deixassem de se especializar nessa área. Outro motivo que poderia explicar tal lacuna seria o fato de a geriatria ser uma especialidade clínica e não envolver procedimentos cirúrgicos, o que faz o salário ser menor, assim como é hoje a pediatria. Além disso, os atendimentos são menos numerosos, pois a consulta é mais elaborada. Depois de terminada a faculdade, o aluno faz a especialização em cursos em hospitais ou a residência em geriatria, e depois de quatro anos o profissional faz a prova na Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerentologia, tornando-se um geriatra.
Entretanto, antes de começar o processo para se tornar um geriatra, é necessário checar se o perfil do interessado tem a ver com o perfil da profissão, buscando sempre atualizar a formação com cursos e dando atenção ao idoso, acolhendo-o e chamando-o pelo nome.
Fonte: Texto extraído do Jornal O Estado de S. Paulo, 29 de agosto de 2010, caderno de empregos.