Certamente em 2040, quando mais de um quarto da população brasileira estiver acima dos 50 anos, este anúncio será comum e fará parte da vida das pessoas. Para isso a população que está envelhecendo terá que pensar em sua inclusão produtiva, o que implica, inclusive, pensar em outra carreira. Ao mesmo tempo o mercado precisará absorver essa grande massa populacional.
As projeções indicam que o país a ser revelado pelo Censo 2010 do IBGE terá um contingente de 14 milhões de idosos ativos. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reforçam o fenômeno: se a população total cresce à taxa de 0,9% ao ano, o incremento de pessoas acima dos 60 anos avança quatro vezes mais (3,8% anuais).
A idade produtiva da população cresce com o aumento proporcional dos velhos, com a vantagem de possuírem a carteira de trabalho: são 44% autônomos, 31,4% assalariados, 9,8% empregados domésticos e 9,7 empregadores acima dos 60 anos.
Os empregadores que procuram idosos para comporem as suas equipes de profissionais o fazem porque para eles os trabalhadores mais velhos são mais eficientes pela experiência de vida, e mais dedicados também. Não levam problemas como filhos pequenos ou namorado ao ofício, e promovem um ambiente agradável entre os colegas.