A chuva, e o decorrente caos no trânsito impediu a participação da Terapeuta Ocupacional e Mestre em Gerontologia Vanessa Idargo Mutchnik, que dividiria com Luiz Cláudio Binato, coach da Sociedade Brasileira de Coaching, e comigo, Vera, o espaço valioso que se abriu para a discussão de um tema tão oportuno.
Segundo a produtora do programa Bárbara Therrie, o Show+, apresentado por Darcio Arruda, é jornalismo com entretenimento, transmitido ao vivo, de segunda a sexta, começando às 20h. É jornalismo puro ao vivo, no horário nobre da televisão brasileira, tendo a participação e interação do telespectador. Uma verdadeira revista eletrônica na qual cada dia uma página importante é lida e discutida por todos. O programa Show+ é veiculado pela Rede TV+ no canal 14 da NET Digital em São Paulo e é transmitido para as diversas cidades do interior paulista, e para Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis.
Com o aumento da população idosa, o tema da aposentadoria tem sido abordado de forma extremamente negativa, especialmente no Brasil, onde sempre se enfoca o déficit da Previdência, e o quanto cada trabalhador ativo deve trabalhar para “sustentar” um número cada vez maior de “velhos aposentados” - visão deturpada que gera e alimenta preconceitos.
Será que não se lembram que os aposentados já foram jovens, trabalharam, deram sua contribuição, inclusive financeira, para a sociedade? Não é a aposentadoria um direito previsto em lei?
Em muitos países desenvolvidos a idade mínima da aposentadoria mudou para 62 ou 65 anos, e existe neles o protesto dos mais jovens, que não encontram lugar no mercado de trabalho para iniciar suas carreiras, contra os mais velhos que continuam trabalhando.
A longevidade é um fato. O mercado de trabalho reflete a oscilação de uma economia globalizada, que não é “culpa” nem dos idosos, nem dos jovens. A falta de novos postos de trabalho é só decorrente do número de indivíduos, homens e mulheres, que continuam na ativa, por prazer ou necessidade? A questão não é mais complexa?
Por outro lado, a aposentadoria é o final de um período longo com horários, compromissos e responsabilidades, momento esperado por muitos. Mas, e depois das “delícias” do primeiro mês, do primeiro ano? Será que esta etapa é um “paraíso”?
E aqueles que gostam de seu trabalho e se sentem aptos a continuar? Devem fazê-lo para dar “lugar aos jovens” ou devem lutar pelo seu espaço, e continuidade de seus projetos?
Existe uma “nova chance” após a aposentadoria, desejada ou não?
Poucos se organizam financeiramente e em termos de projetos para este, muitas vezes, longo período – quase uma segunda vida!
O que fazer? Como devemos nos organizar?
Esta é uma responsabilidade individual, ou deve ser também uma política social de preparação, e até treinamento, em busca de novos projetos de vida?
Estas são algumas das questões abordadas, mas nem todas respondidas, durante o debate propiciado pelo Show +.
Assista ao programa clicando no Show + _ Trabalho após aposentadoria
http://www.redetvmais.com.br/showmais/index.asp?idshow=623&dia=28&mes=2&ano=2011
Reflita sobre sua trajetória. Você já pensou na sua aposentadoria? Você tem um projeto para os muitos anos que, possivelmente, viverá após o término desta etapa da vida?
Se quiser continuar o debate, faça contato conosco!
(1) Vera Brandão - Pedagoga e Antropóloga. Pesquisadora do Núcleo de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (NEPE) do Programa de Estudos Pós-Graduados em Gerontologia da PUC/SP. Pesquisadora mentora do Portal do Envelhecimento. Editora da Revista Portal de Divulgação. www.portaldoenvelhecimento.org.br
Membro da Equipe fundadora do OLHE – Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento. http://www.olhe.org.br Membro da Equipe fundadora do Ger. Ações - Pesquisa e Ações em Gerontologia. www.gerações.org.br