Fico, muitas vezes, questionando o universo de "vidas" que temos ao nosso redor.
Tristezas, alegrias, grandes feitos, lutas, frustrações... lições gratuitas que nos são
oferecidas
todos os dias.
Quais as "mensagens" que se escondem em um ursinho Ted (tão acarinhado), um
cãozinho Bob
(que parece ter fugido a questão de segundos), nos olhares distantes (às
vezes tristes outras
serenos) ou naquele sorriso iluminado que parece vir dos olhos... da
alma?
Seríamos pós-graduados em "vida" se controlássemos nossa impaciência e
aprendêssemos a
ouvir, quantas vezes fossem necessárias.
Nas histórias repetidas centenas de vezes, se apurarmos nossa percepção, existem
mínimos
detalhes que se modificam ou são acrescidos e que fazem toda a diferença.
É como um quebra-cabeça em que as peças nos são fornecidas aos poucos.
Um teste de resistência, o amor posto a prova.
Muitas vezes, mais que medicamentos ou cuidados de higiene, o idoso precisa de
alguém que o
escute... não discuta... escute... não critique... escute... apenas escute.
Difícil?
Acho que sim.
É que nesta nossa "adolescência de vida" (se comparados a eles),
não nos damos conta que aos
90, também já não teremos a agilidade e a memória dos
20, 30, 40 anos...
Haverá alguém para nos escutar?
Espero que sim.
Realmente espero.
*Ana Teresa Moreira, acompanhante de idoso - anateresam@gmail.com