O termo ‘distanásia’ é ainda pouco conhecido pelo público em geral, ao contrário de seu antônimo, ‘eutanásia’, que a todo momento ganha manchetes e causa debates. Sem dúvida, a eutanásia é muito menos praticada do que a distanásia em nossas instituições de saúde, notadamente nas unidades de terapia intensiva, que podem ser chamadas de catedrais contemporâneas do sofrimento humano.
Um jornalista especializado em Saúde relata como viveu pessoalmente uma das grandes questões contemporâneas: a do direito à morte humanizada
Aceptar la propia muerte requiere reconciliarse con lo vivido y resignificarlo. El apoyo al paciente y a la familia es clave, porque atenúa tanto desvalimiento, dice el especialista.
Por que não vivemos como os deuses? Por que chegamos a um fim? Por que os acontecimentos dessa estranha vida que vivemos nos obrigam a, algumas vezes, nos retirarmos de cena, antes da data final definida pelos deuses? Pior, e nós que ficamos, como viveremos sem aqueles que outrora amamos tanto?
Eliane Brum, em sua delicada matéria para a Revista Época “Um embrulho de papel brilhante”, partilha a sua história com o leitor e o torna personagem onipresente da existência de todos nós.
Produzida coletivamente durante o I Encontro Brasileiro de Serviços de Cuidados Paliativos na cidade de São Paulo, espera-se que a Carta chegue às mãos de todos os profissionais interessados na área, bem como das pessoas e entidades gestoras da saúde no Brasil, a fim de se fomentar a evolução dos Cuidados Paliativos em nosso país.
A Resolução 1.995, do Conselho Federal de Medicina (CFM), estabelece os critérios para que qualquer pessoa – desde que maior de idade e plenamente consciente – possa definir junto ao seu médico quais os limites de terapêuticos na fase terminal.
Irônico: oscilamos entre a tragédia e a piada, entre a comoção e as palavras banais. Será por isso que a viúva escolheu “estar ao lado do marido morto”, vivendo um “certo algo e não o completo nada”?
“Quase dois terços das pessoas com mais de 65 anos nos Estados Unidos têm mais medo de perder sua independência ou viver com dor e limitações físicas do que da própria morte”, é o que apurou um estudo da indústria farmacêutica Pfizer.
“Sempre temi o dia em que como jornalista teria que escrever sobre um amigo que acabara de morrer”, diz o amigo Ricardo Acampora, subeditor da BBC Brasil.
O escritor mexicano, um dos autores mais prolíficos da literatura latino-americana e crítico da política de seu país, morreu aos 83 anos, vítima de problemas cardíacos.
O que poderia amenizar o sofrimento do paciente e da família quando uma pessoa está prestes a morrer?
Para preparar os espécimes mostrados em Corpos - A exposição, que já rodou o mundo, pesquisadores aperfeiçoaram a técnica de preservação polímera, tipo de embalsamamento moderno que substitui toda a água dos tecidos por silicone líquido
Kubler-Ross, E. (2005). Sobre a morte e o processo de morrer. São Paulo: Martins Fontes.
“Há também quem diga que, para nós, é uma grande sorte que Deus não queira aparecer-nos por aí, porque o pavor que temos da morte seria como uma brincadeira de crianças, ao lado do susto que apanharíamos se tal acontecesse.
Exposição pública de drama particular ajuda paciente e seguidores a lidar com tabu da morte. Diários virtuais têm função terapêutica de repartir a agonia, fazer a despedida e também deixar uma marca